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SASOL DEFINE PRIORIDADES NA PESQUISA DE HIDORCARBONETOS

SASOL DEFINE PRIORIDADES NA PESQUISA DE HIDORCARBONETOS - Lateorke Oil Gas

MAPUTO - 2014/06/19 - A petroquímica Sasol está na expectativa de bons resultados do trabalho exploratório efectuado na área “A”, da bacia sedimentar de Moçambique, que constitui o próximo foco de exploração da companhia.

 

A área em referência cobre 8370 quilómetros quadrados e situa-se a noroeste dos actuais campos de gás de Pande e Temane.

 

Segundo o vice-presidente da Sasol Internacional, Ebbie Haan, já foram gastos 40 milhões de dólares em trabalhos de sísmica em duas dimensões e tudo indica que a empresa deverá despender outros 40 milhões em trabalhos exploratórios adicionais.

 

Dos 8370 quilómetros quadrados da área de concessão, segundo apuramos, foi já feita e concluída a aquisição sísmica e processamento de 2247 quilómetros quadrados ao longo de toda a concessão desde finais de 2012 e em meados de Outubro do ano passado.

 

Segundo dados partilhados esta semana com a imprensa por ocasião da celebração dos 10 anos de parceria em Moçambique no desenvolvimento do campo de gás de Pande e Temane, a análise inicial realizada evidenciou perspectivas interessantes. Neste momento, está em curso uma interpretação suplementar para melhor se entender essas perspectivas.

 

Entretanto, a Sasol renunciou a licença de exploração do M 10 e das porções mais profundas dos blocos 16 e 19, mas está a avaliar as áreas de águas pouco fundas deste último.

 

Aquela empresa tem praticamente concluída a revisão da possibilidade de prospectar o bloco “offshore” (no mar) de Sofala.

 

A petroquímica declarou, no ano passado, a disponibilidade de reservas comercializáveis em quatro reservatórios de petróleo e gás do Acordo de Partilha de Produção, incluindo a perspectiva de petróleo com pouca consistência em Inhassoro.

 

Nesse sentido, está no caminho certo para apresentar o plano de desenvolvimento do campo em Fevereiro do próximo ano seguindo os regulamentos sobre a matéria.

 

A licença do Acordo de Partilha de Produção (PSA) fica adjacente à actual área de produção do Acordo de Produção de Petróleo (PPA) e foi separada das descobertas comerciais iniciais, de modo a permitir o desenvolvimento inicial dum projecto de 120 milhões de Gigajoules por ano.

 

A Sasol é detentora de várias licenças de exploração, em Moçambique, que inclui a área A, os campos de Pande e Temane, o bloco 16/19 e o offshore de Sofala.

 

Segundo Haan, as empresas concentram-se na procura de petróleo, mas parece existir mais gás. Encontrar petróleo depende muito do trabalho de abertura de mais furos e a Sasol pretende continuar a prospectar.

 

Os primeiros campos de gás a serem descobertos, em Moçambique, foram os de Pande e Temane, em 1961 e 1967, respectivamente. Estes activos permaneceram em modo de espera até ao início do projecto da Sasol que consistiu no estabelecimento duma central de processamento em Temane e de um gasoduto de 865 quilómetros até secunda, na África do Sul. O projecto entrou, finalmente, na fase de exploração em 2004.